Combate à pirataria de seguros
Postado em 05. jul, 2011 por Helcai em Notícias
A famosa malandragem brasileira, está fazendo escola. Empresas estrangeiras desembarcaram por aqui para aprender e praticar os ensinamentos. O problema é que os malandros, ensinando como se portar ilegalmente de maneira “legal”, de espertos não têm nada. A prova é o crescimento da pirataria no mercado de seguros.
Levantamentos mostram que mais de 100 empresas atuam ilegalmente comercializando falso seguros, principalmente de automóveis e serviços funerais. A contabilidade do problema já se encontra superior a R$ 3 bilhões/ano.
Entre janeiro de 2010 e maio 2011, R$ 110 milhões em multas foram aplicadas a 29 firmas. Outras 44 se encontram sob investigação na Superintendência de Seguros Privados (Susep) – órgão responsável por regular e fiscalizar o setor.
Tamanho a audácia e esperança de impunidade que empresas estrangeiras, utilizando alguns corretores brasileiros, operam no país de maneira irregular; sem seguir regras locais e não pagam os prêmios e indenizações devidos aos clientes que adquiriram seus produtos. Conforme a Susep, o rombo dessa ilegalidade dessas empresas estrangeiras no país atinge de R$ 60 milhões/ano.
A “dolorosa” verdade provocou a reação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que exigiu a relação das empresas que descumprem as exigências legais como, por exemplo, manutenção de provisões para possíveis indenizações.
Para Renato Bita, superintendente da Central de Serviços da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg), é praticamente impossível medir a dimensão do problema. “No caso da chamada proteção veicular, 500 mil veículos estão vinculados a contratos irregulares. O consumidor precisa ficar atento. Sempre que contratar um serviço, tem que exigir uma apólice de seguros de uma companhia credenciada pela Susep”, explicou.
Alarmante é saber que grande parte dos brasileiros prefere, na maioria das vezes, optar por alternativas mais fáceis e cômodas – mesmo implicando em burlar as leis. Pior, estamos na vanguarda do comportamento incorreto, tanto na esfera pública quanto na privada.
Fonte: Hnews